Vida Religiosa Consagrada: Testemunho da Alegria de Seguir Jesus


Ao falarmos da Vida Religiosa Consagrada (VRC), nos referimos a pessoas comuns, do dia a dia, que com suas qualidades e limitações são chamadas do seio familiar, comunitário e social para uma vocação específica. Se deixam mover e conduzir pelo Espírito Santo e testemunham o viver para Deus e para os outros com alegria e doação.


Aos que respondem ao apelo de Deus para seguir Jesus na Vida Religiosa Consagrada (VRC) buscam nortear suas vidas tendo como princípio os ensinamentos e os exemplos de Jesus Cristo (os conselhos evangélicos), à luz dos carismas e espiritualidade de cada congregação.


O Papa Francisco, há tempos atrás, disse uma frase sobre a VRC que se tornou muito conhecida: “Onde há consagrados, há alegria”. Esta frase foi recebida com muito carinho pela Vida Religiosa Consagrada como uma frase que os identifica e representa. E não poderia ser diferente, uma vez que a experiência do encontro com Cristo nos leva a estar em constante movimento em direção a outras pessoas, com alegria, depois de nos sentirmos acolhidas e amadas por Ele (Deus), pois, ao colocarmos Cristo no centro de nossas vida nos descentralizamos de nós mesmos e nos abrimos aos outros.


Convém lembrar que, a VRC não é feita de pessoas perfeitas, porém, que buscam constantemente configurar-se com Cristo e quanto mais se dedicam nessa busca, mais se tornam presentes e imersos na história e na realidade de seu tempo e do povo onde estão em missão. Assim afirma a Constituição Dogmática Lumen Gentium, quando diz que, “a VRC embeleza a Igreja por sua perseverante e humilde fidelidade a sua consagração, e por prestar generosamente a humanidade os mais variados serviços” (LG. Cap.VI, n.46). No concreto do dia a dia, vemos e confirmamos na presença dos religiosos em todas as frentes de missão, onde há necessidade, como, por exemplo, na área da Educação, proporcionando a formação de crianças e jovens com valores e princípios cristãos; nos hospitais e no campo da saúde alternativa, prestando um atendimento digno e humanizado que promove a vida; nas pastorais e movimentos sociais, contribuindo na formação de lideranças e acompanhamento das comunidades; na luta contra o tráfico humano; na luta dos direitos dos povos indígenas; nos centros de recuperação para dependentes químicos; no combate à violência contra a mulher, em defesa das crianças e da pessoa idosa; na pastoral carcerária, entre outros.


Trabalhando em meio a todas essas realidades desafiadoras, como explicar essa alegria no testemunho dos que seguem a Cristo? Mais do que com palavras isso se expressa na vida e nas atitudes dos consagrados que partilham o seu ser e a experiência do amor de Deus em sua vida. É certo que o exercício diário da oração, o contato com Palavra de Deus e a participação na Eucaristia, ajudam para que permaneçam impregnados e identificados como pertença de Deus, em seu ser e sua missão. Isso se constata ao ouvir de alguém:“Você é religioso (a)?” “Você tem algo de diferente, especial!” Fica escrito na testa.


Quantas vidas são tocadas e beneficiadas diariamente pelo trabalho e pela presença da VRC! Isso é dom, é graça de Deus! Rezemos para que os consagrados(as) possam continuar sendo testemunhas do Deus vivo, promotores de comunhão, da justiça, da paz, da integridade da criação e nunca se esqueçam de levar por meio de suas vidas a luz de Cristo a todas as pessoas.


Referências:

COMPÊNDIO DO CONCÍLIO VATICANO II. Constituições, Decretos, Declarações. Constituição Dogmática Lumen Gentium. 29. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

FRANCISCO. Carta Apostólica às Pessoas Consagradas em ocasião do ano da Vida Consagrada. São Paulo: Paulinas, 2014.


Irmã Roselene Ventura de Oliveira, SSpS

Colégio Espírito Santo - Canoas/RS


Posts Recentes
Arquivo