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Novas perspectivas para o novo ano de 2023


Janeiro, ano 2023 da Era Cristã. Tempo de reflexões, planejamentos, propósitos refeitos… Enfim, quem conseguiu sobreviver ao ano que passou fez um balanço para reerguer a cabeça e “dar a volta por cima”. Quantos desafios pessoais, profissionais, sociais, políticos, econômicos…


O tempo passa, e as mudanças acontecem conforme a memória vai conscientizando-se do necessário para a vida. Santo Agostinho (354-430), filosófico represente da Patrística que influenciou a Idade Média, afirma que há vários tempos na mente, ou seja, na alma humana. O passado não existe mais; só é possível voltar ao presente por causa da capacidade humana de usar a memória, relembrar o que passou.


Nesse sentido, ao examinarmos o que se passou em 2022, que atingiu o coletivo brasileiro, constatam-se a depredação das florestas, os desvios de verbas nas áreas da ciência, da educação e da saúde, o aumento do descrédito nos vários governos, a crescente violência tanto na esfera doméstica quanto social. Embora houvesse tantos percalços negativos, é importante ressaltar a capacidade de sobrevivência, de empatia entre o povo brasileiro, diante das intempéries da vida.


Nossa memória tem como função rever o que aprendemos no passado e no presente para projetar o que queremos mudar. Você já fez seu projeto para este ano? A lista de taxas a pagar (IPTU ou aluguel, ou financiamento, prestações, IPVA, material escolar, etc.) sempre faz parte. E a lista das virtudes? Já fez? Desenvolver a paciência consigo e com o semelhante, a tolerância, o respeito às diferenças, a empatia e toda forma de melhoria para com a convivência humana e ambiental não é tão simples. Exige um autogoverno, uma autonomia com critérios benéficos à saúde mental e física.


Ora, se o autogoverno exige critérios conscientes para uma vida saudável, quais as novas perspectivas para 2023 com os novos governos federal e estaduais? Espera-se vida digna para todos.


O combate à fome de milhões de brasileiros de Norte a Sul do País é a prioridade. Para isso, a questão climática se faz necessária, porque, sem o equilíbrio ecológico, não há oxigênio para a produção de alimentos nem sobrevivência dos animais. Reflorestar a Amazônia e a Mata Atlântica passa a ser compromisso social e político brasileiro como estratégia para estimular chuvas, evitar queimadas, eliminar a poluição dos rios e dos mares; promover o crescimento autossustentável da atividade humana, por meio do trabalho no campo e nas indústrias, incentivar o crescimento da inclusão e da diversidade social, do conhecimento, favorecendo o acesso à saúde, à educação, à cultura, à economia; acabar com a fila nos INSS, atendendo as famílias carentes; combater o ódio e “ver o brilho nos olhos do povo sofrido” é uma expectativa do novo governo.


Para o Brasil realmente ser uma nação democrática, justa e plural, é preciso erradicar a miséria combatendo a desigualdade social e os preconceitos, tendo pão em todas as mesas; elaborar políticas públicas que atendam às necessidades dos povos indígenas, que têm suas terras devastadas pelas madeireiras e pelo garimpo ilegal; às pessoas em situação de rua, que precisam de assistência médica além da social; proteção às crianças e aos adolescentes fora da escola, incentivando o ensino das virtudes, fundamental para o Estado republicano combater a corrupção; às mulheres vítimas de violência doméstica, às pessoas idosas ludibriadas por instituições gananciosas por seus benefícios; aos negros e homoafetivos que sofrem injúrias todos os dias; a valorização dos profissionais que são essenciais ao desenvolvimento do País por meio do conhecimento filosófico, técnico-científico; além da segurança efetiva de todo cidadão.


Que tenhamos um ano repleto de conquistas pessoais, profissionais, sociais e políticas para o Brasil ser uma nação feliz.




Maria Terezinha Corrêa

Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC, atualmente é professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura (ALESC), voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis-SC.



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