Minha História Vocacional


Sou a Irmã Roselene, da Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo, e neste tempo especial de preparação para os meus votos perpétuos gostaria de partilhar com vocês um pouquinho da minha história vocacional.


Nasci em uma família cristã católica e numerosa. Somos em 17 irmãos. Meus pais, José Raimundo de Oliveira (in memoriam) e Djanira Maria de Oliveira, moradores da Linha C-05 e participantes da Comunidade Cristo Rei, onde também vivi até os meus 19 anos.


Já na adolescência gostava de participar das coisas da Igreja. Logo comecei a participar da Pastoral da Juventude e fui coordenadora do grupo de jovens da comunidade. Depois do Crisma, o nosso CPC me fez o convite para participar da Escola de Formação para ministros da Paróquia. A princípio resisti um pouco, por pensar na responsabilidade e me achar muito jovem para exercer esse serviço. Porém, eles me incentivaram dizendo que me ajudariam com apoio e no que precisasse.


Em uma das etapas de formação, no ano de 2007, eu estava indo a caminho da missa com duas colegas quando a Irmã Helena Acadrolli, Missionária Serva do Espírito Santo, nos acompanhou e me perguntou: “Escuta menina, você nunca pensou em ser Irmã?” Sem muito pensar, disse que sim e ela falou que após a missa iria conversar comigo sobre o assunto.


Na mesma hora fiquei com medo e me arrependi do que tinha falado. Eu sabia que as Irmãs eram missionárias e que tinha que ir para muito longe. Meu coração ficou agitado e fui para missa pensando em uma estratégia para escapar da Irmã logo que a missa acabasse. Muitas coisas passavam na minha cabeça enquanto a missa acontecia. Eu nunca tinha saído de Urupá, eu amava minha família, e gostava da vida que levava.


Enquanto pensava em possíveis desculpas, alguém leu o salmo 44, a frase dizia: “ Escutai minha filha, olhai, ouvi isto, esquecei vosso povo e a casa paterna, pois o Rei se encantou por você”. Nessa hora minha ficha caiu e eu entendi que era DEUS que estava me chamando e não a Irmã (ela foi apenas um instrumento). E para Ele eu não podia dizer NÃO.


A emoção tomou conta de mim e eu comecei a chorar. A colega que estava ao meu lado percebeu o que estava acontecendo e me levou para a sacristia, me deu água e um abraço, e me deixou sozinha. Eu perguntava para Deus: “Por que eu?” E a resposta foi uma paz interior e uma alegria. Então eu disse: “Sim, eu vou!”


Isso aconteceu em 19 de agosto de 2007, no terceiro domingo, dia em que celebramos a vocação da Vida Religiosa Consagrada. No ano seguinte, iniciei minha formação na Congregação. Nesta caminhada, tive o apoio da minha família e da minha comunidade que sempre rezaram por mim e assumiram comigo essa vocação. O meu grupo de reflexão a cada encontro semanal, ao final, jogavam bingo e guardavam o dinheiro em um cofrinho e com isso no final do ano ajudaram minha família nas minhas passagens de férias e despesas no convento.


A Comunidade deixou uma caixinha num canto da igreja, onde quem quisesse poderia deixar uma quantia para também ajudar. Então, todas essas experiências quero resumir numa só palavra: GRATIDÃO. É com muita alegria, que quero estar e celebrar com vocês esse momento tão marcante, em que por meio dos votos perpétuos, quero consagrar para sempre a minha vida ao Deus Uno e Trino.


Conto com as orações de todos vocês.

Um grande abraço.

Que Maria mãe das vocações abençoe a todos nós.


Irmã Roselene Ventura de Oliveira, Missionária Serva do Espírito Santo. Graduada em Pedagogia. Atualmente trabalha no colégio Espírito Santo em Canoas.



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