Irmã Jeanne: Deus nos Chama pelo Nome


"Para tudo há um momento debaixo do céu” (Ecles 3,1).


Deus nos dá grandes sinais durante a vida que não percebemos e um chamado à vida religiosa não é diferente. Chamo-me Jeanne Pendiuk, tenho 23 anos e sou natural de uma cidadezinha do interior do Paraná chamada Reserva.


Quanto mais penso em que momento ocorreu o meu chamado, mais tenho a clareza de que desde o início de nossa vida Deus nos convida a uma missão. Porém, nem sempre nós percebemos a Sua voz nos chamando pelo nome. Nunca pensei em ser religiosa, pelo contrário, tinha objetivos bem diferentes para a minha vida. Desde a infância, Deus já me chamava quando meus pais brincavam comigo que eu iria ser freira. Na época, eu ficava muito brava, falava que isso nunca iria acontecer.


A vida religiosa foi ficando cada vez mais distante de mim e eu estava feliz assim. O tempo foi passando e várias pessoas foram aparecendo no meu caminho. Entre elas a minha “mãe vocacional”, a Irmã Noêmia Sulzbach. Demorei alguns anos até perceber o chamado de Deus, mas com o tempo comecei a perceber algo de diferente na Missão das Servas do Espírito Santo. Fiquei cada vez mais encantada com todas as pessoas que elas escutavam, ajudavam e auxiliavam e, o que mais me chamava atenção, sem pedir nada em troca.


Foi nesse gesto de não pedir nada em troca que Deus me trouxe à congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Em 2016, perguntei se poderia conhecer mais de perto e, desde então, abri meu coração ao que Deus estava me chamando há muito tempo. Entrei oficialmente na formação no ano seguinte. Foi um ano de aspirantado, um ano de postulantado e dois anos de noviciado.


O meu segundo ano de noviciado foi repleto de graças. Pude fazer a experiência missionária em Alto Alegre, Roraima. Morei por seis meses na Comunidade Nossa Senhora de Guadalupe, no Norte do país, e pude levar um pouco do Espírito Santo aos que mais sofrem a opressão atual, ainda mais com a Covid-19: indígenas e migrantes especialmente.


Vivendo lá, aprendi muita coisa, uma delas - e a mais importante - é a amar aquele povo, aquela terra de Macunaíma. Pude sentir como é viver outra cultura no mesmo país e ver o quão rica é a terra onde vivemos. As pessoas que conheci lá carregarei em meu coração para sempre.


Também pude ver situações tristes que levarei em minhas orações por muito e muito tempo. Vi pessoas serem ameaçadas em sua própria terra de direito por causa da ganância. Por isso, meu amado povo de Roraima, minha família de coração, continuamos a gritar: “Diga ao povo que avancem. Avançaremos!!”


Tudo o que vivi neste local, trouxe em minha bagagem em julho de 2020, quando retornei à Ponta Grossa, Paraná, para iniciar uma nova etapa. Depois destes meses de vivência e discernimento, no dia 15 de janeiro de 2021, professei os primeiros votos, carregada de emoção, admiração e gratidão a Deus, à minha Família e às minhas Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo.


Atualmente estou na Missão da Comunidade Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz em Medianeira, também no Paraná. Aqui a realidade é diferente, mas com grande intensidade de desafios, dificuldades e luta a favor do povo. Ao mesmo tempo, igualmente grandes são as graças de Deus e a alegria de viver uma vida entregue a ele e às pessoas.


E você, jovem, nunca pensou em doar sua vida em favor dos Irmãos e Irmãs, numa comunhão total com Deus? Venha e faça a experiência, quem sabe você vai ouvir uma voz interior te chamando para uma missão diferente, mas cheia da graça e amor de Deus.

Irmã Jeanne Pendiuk SSpS







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