Abolição? Racismo X Fraternidade


“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que fomos feitos para viver como irmãos” (Nelson Mandela)


Segundo a História do Brasil, há 134 anos, em 13 de maio de 1888, foi assinada a Abolição da Escravatura pela princesa Isabel. Sem direito a uma indenização, sem direito a um pedaço de terra, sem direito à educação, sem acesso à saúde, enfim, jogados à própria sorte, muitos negros saíram da escravidão para a rua da amargura. Que preço essa tal “liberdade” teria?


Muitos escravizados, ao serem considerados “livres”, não tiveram para onde ir. Passaram a viver na miséria, à mercê da piedade alheia. Hoje ainda, temos sequelas dessa escravização, pondo pessoas em situação de extrema pobreza. O racismo que havia escravizado tantos indígenas e africanos e, mais tarde, seus descendentes brasileiros, deixou como herança o preconceito e a discriminação. Como mudar essa realidade?


No Rio de Janeiro-RJ, anos atrás, foram encontradas ossadas de negros vendidos como escravos, numa escavação arqueológica próxima à Praça Mauá. Esse sítio arqueológico, em pelo centro da cidade, passou a ser exposto para relembrar o sofrimento e a dívida histórica que temos com nossos ancestrais. Ainda nos perguntamos: quantos quilombos não estão demarcados até hoje? Quantos negros desempregados, outros inocentes presos por causa da cor?


Para combater essa situação, três padres da Igreja Católica, em 1961, criaram a Campanha da Fraternidade. A partir de então, 13 de maio passou a ser o Dia da Fraternidade Brasileira, como forma de promover a dignidade humana. Já presenciou situação de racismo ou discriminação? O que você tem feito para melhorar o relacionamento humano em nossa sociedade? Como tem sido sua relação com os cidadãos afrodescendentes? Conhece as leis que resguardam os direitos de todo indivíduo, independentemente da cor ou da etnia?


Disque 100, 180, 190, quando for necessário. Faça a diferença! Que este dia seja de união e paz!


Maria Terezinha Corrêa

Mestra em Antropologia (USP), especialista em Ensino de Filosofia (UFSCar); graduada em Filosofia (UFJF), Pedagogia (Unitins) e Teologia pelo Mater Ecclesiae; filiada à ABA, APEOESP e SBPC; atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC; membro da Comissão de Prevenção e combate à tortura, pela ALESC; voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis-SC; membro da diretoria da Aproffib (Associação de Professores de Filosofia e de Filósofos do Brasil).


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