Pastoral de Saúde - Diocese de Jí-Paraná
20 anos - história, memória e celebração

“20 anos dinamizando vidas”. Este foi o tema do evento que aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de abril, 2009 no Centro Diocesano de Formação em Ji-Paraná, Rondônia. O encontro, realizado em forma de Roda de Conversa, reuniu cerca de trezentas pessoas das diversas paróquias das três Dioceses de Rondônia - Ji-Paraná, Porto Velho e Guajará-Mirim. As Irmãs Maria Sidônia Hummes e Rosa P de Araújo acompanharam os grupos representantes de Urupá e Jaru respectivamente. O evento teve como objetivo proporcionar um espaço de troca de experiências e registro dos conhecimentos transmitidos por educadores populares no campo da saúde e homeopatia popular. Todo o trabalho foi realizado sob a coordenação da Irmã Marialva Oliveira da Costa.
Foi em 1980 que a Diocese de Ji-Paraná tomou a primeira iniciativa de fazer um levantamento sobre a realidade da saúde do povo no campo e na cidade. Foram confirmadas diversas doenças endêmicas e epidêmicas. Ciente do sucateamento da saúde pública, com ausência e carência de médicos e outros profissionais de saúde frente á realidade, surgiu a necessidade de organizar um grupo de pessoas para ensinar noções básicas de saúde e de organização. Criou-se, então, a Pastoral da Saúde. Irmãs e leigos assumiram a iniciativa e deram sua contribuição valiosa no processo de organização e formação dos agentes da Pastoral de saúde. Grupos de saúde se foram organizando e receberam orientações sobre: Fitoterapia, conhecimentos sobre ervas medicinais, produção de xaropes, garrafadas, pomadas, bem como noções de higiene, saneamento básicos, primeiros socorros e massagens e homeopatia.
Em 1989, a Pastoral da Saúde de Ji-Paraná elaborou uma cartilha com o título: “O povo de Rondônia e Mato Grosso está doente”. Foi um subsidio de apoio para os agentes de saúde e Comunidades de Base. Na apresentação, D. Antonio Possamai lembrou aos agentes de saúde que a Pastoral de Saúde não é só para ensinar fazer remédios, mas ajudar também na organização das comunidades, para que estejam preparadas para reivindicar seus direitos por uma vida digna e saudável. Com esse entendimento, a Pastoral da Saúde integrou-se no Projeto Pe. Ezequiel que surgiu em 1988, já que o projeto tem a mesma finalidade de promoção da vida e da justiça.
Já são passados 20 anos de jornada e de luta. A presença das Irmãs Missionária Servas do Espírito Santo tem um papel incentivador na caminhada do povo rondoniense, principalmente na área de saúde, cujo primeiro grupo formado contou a participação da Irmã Maria Sidônia Hummes, que passou a ser coordenadora (88-91) e, depois, a Irmã Marialva Oliveira da Costa (92-93), a Irmã Dirce Helena Vetorazzi (94-2000) e, de 2001 até o presente, novamente, a Irmã Marialva. Com a incansável participação das Irmã. D. Antonio chegou a comentar, “a pastoral da Saúde desta diocese tem a cara das Irmãs Servas do Espírito Santo!”.

Cobertura do evento comemorativo

Estive também presente, no Encontro Comemorativo dos 20 anos da Pastoral. Fui convidada para fazer a cobertura do evento. Fiz tudo o esforço para não deixar de documentar nenhuma atividade durante o encontro. A minha tarefa era, apenas, cobrir o evento, mas constatei ter achegado-me, a um povo que, havia muito tempo, desejava conhecer.Encontrei-me presente num momento oportuno e o convite que recebi foi para mim uma benção.
Desde que cheguei ao Brasil, sonhei trabalhar no norte do país. Fiquei morando e trabalhando no sul por nove anos e, durante esse período, nunca abandonei o meu sonho e sempre acreditei que a esperança é a última que morre.
Há três semanas que estou em Urupá, Rondônia. Desde que cheguei, tenho constatado, pelo sorriso dos moradores, que existe um ambiente acolhedor. As visitas nas comunidades, as pessoas que encontro nas celebrações, cada conversa, cada gesto incentivam-me o sentido de pertença. Aqui respira-se simplicidade. Vendo a conseqüência positiva da presença das Irmãs, eu não tenho dúvida alguma de que a minha estadia em Urupá favorecerá um crescimento na dimensão pastoral.

Irmã Leoni Pregunta, SSpS